A segunda semana de Roland Garros veio demonstrar que a hierarquia do ténis mundial masculino passa por uma importante e indisfarçável mudança. Não do que diz respeito ao dominador no pó-de-tijolo, aí Rafael Nadal demonstrou uma vez mais a sua indisfarçável superioridade, mas sim o(s) seu(s) actual(ais) adversário(s). Com a definição da grelha dos oitavos-de-final e até ao último dia de competição as conclusões mais importantes foram:
- Com a vitória (a oitava em nove edições), Nadal registou novo record histórico pois ultrapassou Roger Federer e Pete Sampras que possuem 7 títulos em Wimbledon, mas mais do que isso mostra uma superioridade inquestionável na superfície. E essa marca faz dele o melhor jogador mundial de sempre na superficie.
- Se até aqui, Roger Federer era o seu principal adversário, a edição deste ano e os torneios preliminares mostraram que o sérvio Novak Djokovic é o seu grande rival, não só em termos directos mas em termos globais. Aquele que pode ser considerado o grande rival, principalmente nesta superfície, já que Andy Murray - o quarto dos mosqueteiros -, mostrou uma vez mais fragilidade nos contornos do seu jogo na terra batida - nas restantes superfícies a realidade é outra. Mas aqui, nem mesmo David Ferrer - que joga e que se farta na superficie - (que o diga Jo-Winfred Tsonga nas meias-finais), conseguiu seja lá o que for do impressionante e "cadente" Rafa Nadal.























